dor revelada
hoje sonhei com alguns amores lésbicos da minha adolescência com a B principalmente mas também com a MC com a N e no meu sonho eu estava em F e voltava falar com a B que não tinha transicionado e por algum motivo eu pedi ela em namoro e ela aceitava e tinha essa fragilidade da nossa relação ali no ar mas também algum desejo e eu fui percebendo aos poucos uma certa aversão e eu lembro de um momento em que a gente tava no quarto dela e eu beijava ela e era bom eu sentia vontade mas ao mesmo tempo eu sabia que eu não ia sentir vontade mais em breve e logo ela começou com uma cobrança em relação a gente ter começado a namorar e eu não ter dado a atenção que ela queria e algo também em relação a eu ter passado mais tempo com a MC do que com ela e enquanto eu ouvia isso era como se eu lembrasse também do momento em que estava acontecendo e a MC era na verdade a N e depois era MC de novo era um pouco confuso mas no geral eu acordei com essa sensação de como eu tenho ao mesmo tempo desejo e aversão e parece que a partir do momento em que esse desejo é minimamente realizado eu já parto pra aversão e isso veio agora eu tava pela rua e eu passei na frente de uma livraria de arquitetura que tava doando livros e enquanto eu vi os desenhos de arquitetura eu pensei na L e e o sonho veio muito forte essa sensação de desejo e aversão nesse momento aversão mas eu sei que em algum outro momento vai haver desejo também.
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ontem eu tava no YouTube assistindo o trailer de ferros bar e enquanto eu via as realizadoras do filme falarem sobre a produção e a prospecção do curta eu percebi o quanto de ódio que essas figuras me inspiravam ainda que eu mesma me veja como divergente do ponto de vista sexual ainda que essas figuras tenham sido uma grande fonte de curiosidade e desejo durante a minha adolescência hoje enquanto adulta eu percebo que eu sinto algum tipo de ódio pelo que é desviante essa percepção me deixou preocupada incomodada mas também resignada é como se eu tivesse me tornado uma pessoa ao longo dos anos que por um lado eu não reconheço mas por outro eu saiba muito bem quem é a partir desse momento eu pergunto consciente desse processo dessa versão de mim quem eu quero ser e também quem eu posso ser eu consigo desmantelar esse ódio ou vou me render a ele?
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